ás vezes da-me para isto. lembro-me de ti e apetece-me (por vezes) escrever para ti apesar de saber, que é difícil. e é difícil por a simples razão de eu nem saber o que mesmo aconteceu, se é se aconteceu. foram palavras ditas, e esquecidas com o tempo. foi? foi isso que aconteceu contigo? deixa-me dizer que comigo foi o contrário. ouvi-as, e ainda hoje me lembro. será mesmo que as pessoas mudam, com o tempo? é essa a explicação para a pessoa que te tornas-te para mim? deve ser. a verdade pode não ser óbvia, mas é que ainda sinto a tua falta. não vou negar porque é a realidade, a que ainda me apercebo imensas vezes. não vou mentir, não vou dizer que não vivo sem ti, porque afinal é o que estou a fazer. passas-te da pessoa que mais gostava, para uma que parece já não me importar, uma que já não conheço, mas eu sabendo que conheço e bem. se sinto a tua falta? sabes, já não. já senti mais a necessidade de quereres saber todos os dias noticias minhas, como antes. já senti mais a necessidade de te sentir presente, 'junto' a mim. mas sim, eu sinto a tua falta. "quem não compreende um olhar não compreende tão pouco uma longa explicação" diz tanto, diz quase tudo. eu não passo dias a chorar, eu não digo que preciso de ti nada disso porque afinal nunca fizes-te parte de mim. mas sim, já deitei muitas lágrimas por ti, por saudade mas ter saudade, não quer dizer que quero que volte. pelo contrario. fizes-te bem no momento, não quero cair na mesma tentação novamente. não quero voltar a cair nas tuas palavras, que não me levaram a lado nenhum. se foi um erro que cometes-te? não, confundis-te os sentimentos tal como dizes-te, mas não tens já maturidade para pensares bem neles antes de dizer o que pensas e não dizer, a verdade? espero que para a próxima, não comigo mas com a próxima, tenhas as ideias bem definidas. não vou estar aqui a referir as conversas, os olhares, tudo isso. porque eu própria não os quero relembrar ao pormenor. é só basicamente para afirmar, eu consigo te esquecer.

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