segunda-feira, 28 de novembro de 2011

nós

eu não tenho melhor amiga. eu já tive melhor amiga.
eu tenho pessoas em que posso confiar a minha vida, mas eu já tive em concreto que contava até coisas desnecessárias. 
eu ja não gostei de uma pessoa, eu agora amo essa pessoa.
eu achava que era uma pessoa insignificante, e agora é bastante significante.
nós as três nunca estivemos bem ao mesmo tempo, ja conseguiram ver isso? ja foram voces bem, e eu não querendo saber de uma. agora duas bem e uma de costas viradas para outra. e as tres? juntas? não?
ambas as três ja passamos momentos, mesmo individuais com uma, ambos as três passamos. todas nós, ja partilhamos sorrisos, ja dizemos amo-te's dos mais verdadeiros, ja contamos os nossos problemas e mesmo novidades. todas nós ja nos preocupamos com uma, e agora todas? nao devia estar na hora? nao sentem a falta uma da outra? eu sinto a falta de uma presença, mas ganhei outra. e agora ganharmos todas, uma? e tornar em três, não ? conheço-vos tão bem que sei que nao vao ceder mas mesmo assim, eu vou contiuar.
diana, em pouco tempo já percebi quem és, a pessoa maravilhosa que és (e és, acredita). apesar de dizerem que és falsa e que não dá para confiar em ti eu afirmo o contrario. es das mais verdadeiras e eu confio-te tudo, tudo mesmo. como tens notado!
patricia, eu não me esqueço de ti, por nada. como disse numa digo na outra : és das mais verdadeiras. de costas viradas, bem ou não, nunca negas-te ouvir os meus problemas quando os tinha, de ouvir os meus conselhos quando os queria partilhar.
e sabem, foram estas as palavras que vocês dizeram uma a outra, e até mesmo a mim.
podemos nao estar a tres juntas mas eu apesar de uma amizade ter afastado outra, eu digo com grandes certezas que vos amo mais que muitos. só quero mesmo que dure muito tempo, porque ja me habituei. para quem compreende, é facil.

tu ainda, por tempos

ás vezes da-me para isto. lembro-me de ti e apetece-me (por vezes) escrever para ti apesar de saber, que é difícil. e é difícil por a simples razão de eu nem saber o que mesmo aconteceu, se é se aconteceu. foram palavras ditas, e esquecidas com o tempo. foi? foi isso que aconteceu contigo? deixa-me dizer que comigo foi o contrário. ouvi-as, e ainda hoje me lembro. será mesmo que as pessoas mudam, com o tempo? é essa a explicação para a pessoa que te tornas-te para mim? deve ser. a verdade pode não ser óbvia, mas é que ainda sinto a tua falta. não vou negar porque é a realidade, a que ainda me apercebo imensas vezes. não vou mentir, não vou dizer que não vivo sem ti, porque afinal é o que estou a fazer. passas-te da pessoa que mais gostava, para uma que parece já não me importar, uma que já não conheço, mas eu sabendo que conheço e bem. se sinto a tua falta? sabes, já não. já senti mais a necessidade de quereres saber todos os dias noticias minhas, como antes. já senti mais a necessidade de te sentir presente, 'junto' a mim. mas sim, eu sinto a tua falta. "quem não compreende um olhar não compreende tão pouco uma longa explicação" diz tanto, diz quase tudo. eu não passo dias a chorar, eu não digo que preciso de ti nada disso porque afinal nunca fizes-te parte de mim. mas sim, já deitei muitas lágrimas por ti, por saudade mas ter saudade, não quer dizer que quero que volte. pelo contrario. fizes-te bem no momento, não quero cair na mesma tentação novamente. não quero voltar a cair nas tuas palavras, que não me levaram a lado nenhum. se foi um erro que cometes-te? não, confundis-te os sentimentos tal como dizes-te, mas não tens já maturidade para pensares bem neles antes de dizer o que pensas e não dizer, a verdade? espero que para a próxima, não comigo mas com a próxima, tenhas as ideias bem definidas. não vou estar aqui a referir as conversas, os olhares, tudo isso. porque eu própria não os quero relembrar ao pormenor. é só basicamente para afirmar, eu consigo te esquecer.